VERA BRANT DANÇOU O PEIXE VIVO COM JK NA ÚLTIMA NOITE DE JUSCELINO EM BRASÍLIA

jkVERA-A propósito de Vera Brant, a grande dama de Brasília, confidente de JK, Oscar Niemeyer e Darcy Ribeiro, e de uma geração inteira de políticos, jornalistas e intelectuais, cuja mansão serviu de templo para conversas de fundo e forma por 5O anos, morreu em setembro e deixou inúmeras histórias. Uma delas é de uma passagem com JK, cheia de presságios. Foi sobre a última noite de Juscelino em Brasília antes de viajar a São Paulo e morrer na estrada. Na segunda-feira que antecedeu o desastre, Juscelino e o colunista Gilberto Amaral foram, foram jantar no Eron, restaurante Panorâmico, com seu dono, o empresário paulista Eron Alves de Oliveira e seu sobrinho Eraldo Alves da Cruz, então seu diretor-geral. JK estava feliz. Quis dançar. Eron argumentou que era segunda e a boate estrava fechada. O ex-presidente insistiu. – Faça-me esse favor todo especial, abra a boate. E chame a Verinha (Vera Brant) Quero dançar com ela. Vera foi chamada de madrugada, e foi feliz atender o amigo. Mas precisavam de som: Eron mandou o sobrinho Eraldo buscar em casa o DJ da boate. Mora muito longe, numa cidade-satélite, mas o jovem estudante de Direito no CEUB foi, madrugada adentro. JK ainda teve tempo de lembrar Eraldo: – Peça ao rapaz para trazer o disco com o Peixe Vivo, mas quero a versão em espanhol, que gosto muito. Tudo foi providenciado. Juscelino parecia diante de um ato final. Disse-lhes que teria que viajar na manhã seguinte bem cedo para São Paulo a um compromisso inadiável. Gilberto pediu-lhe para ficar em Brasília, pois no sábado seguinte seria a festa de 15 anos de sua filha Bernadete, e JK era seu padrinho. Juscelino quase desistiu de viajar por conta da afilhada e mantendo a viagem pela alegada importância do compromisso. Mas, no dia seguinte, ao chegar a São Paulo, quase se arrependeu e telefonou a Gilberto dizendo-lhe que estava pensando em desmarcar tudo e ir para a festa da debutante em Brasília, que seria no sábado seguinte. Não deu tempo. Morreu na estrada para atender o tal compromisso inadiável. O Chevrolet Opala em que viajava de São Paulo ao Rio em companhia de seu motorista Geraldo Ribeiro bateu de frente com uma carreta na Via Dutra em 22 de agosto de 1976. Gilberto Amaral, de São Sebastião do Paraíso, há 😯 anos fala com os astros.

Fonte: Carta Polis

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