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jan 22

CLDF se coloca à disposição para votar projeto que pagará salários atrasados de servidores

Projeto do Executivo pode injetar R$ 300 milhões na economia do DF - Foto: Silvio Abdon/CLDF

Projeto do Executivo pode injetar R$ 300 milhões na economia do DF – Foto: Silvio Abdon/CLDF

A presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), deputada Celina Leão (PDT), está disposta a convocar os deputados distritais para votar, antes do reinício oficial das atividades da Casa, o projeto de lei do Poder Executivo que antecipa receita orçamentária para pagar os salários atrasados dos servidores das áreas de saúde e educação. Em entrevista à imprensa, publicada hoje (21), o governador Rodrigo Rollemberg informou que enviaria a proposta à Câmara no início de fevereiro, quando termina o recesso parlamentar.

Caso a proposta seja enviada ainda em janeiro, Celina Leão está se colocando à disposição do GDF para receber o projeto e fazer a autoconvocação do Poder Legislativo a fim de que os servidores recebam seus salários o mais rápido possível. A medida não ocasionaria ônus para o GDF nem para a Câmara. Em caso de autoconvocação, os deputados não recebem remuneração extra pelo trabalho adicional.

A presidente acredita que os parlamentares atenderão ao chamado para votar a proposta, uma vez que o atraso no pagamento dos salários prejudica a prestação de serviços essenciais. “É uma maneira legal de amenizar os problemas que o Distrito Federal está enfrentando. A injeção de recursos na economia ajudaria as cidades a retomarem sua normalidade”, considera a deputada. Para Celina, “o momento é de unir forças por Brasília, que se encontra fragilizada economicamente depois de um governo irresponsável”.

Celina Leão está de férias e deve retornar na sexta-feira. A presidente interina Liliane Roriz (PRTB), também já se manifestou favoravelmente à autoconvocação.

Comissões – Para acelerar o trâmite do projeto, a presidente pretende publicar no Diário da Câmara Legislativa (DCL) a abertura de prazo para que os líderes de blocos e partidos indiquem os membros das comissões de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) e de Constituição e Justiça (CCJ), de acordo com os critérios de proporcionalidade previstos no Regimento da Casa.

São essas as comissões pelas quais o projeto precisa passar para ser analisado e votado. Os pareceres podem ser dados no plenário, com a proposição tramitando em regime de urgência, o que reduz os prazos para análise e deliberação. Todas essas condições estão previstas no Regimento da CLDF. O quórum necessário para votação, no caso em questão, é de 13 deputados, e a aprovação seria por maioria simples (metade dos deputados presentes mais um).

Segundo o chefe da Casa Civil, Hélio Doyle, o GDF vai pedir à Câmara uma antecipação orçamentária de mais de R$ 300 milhões. O valor viria por empréstimo.

Fonte: CLDF

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jan 21

Novos administradores regionais são apresentados

Governador também expôs proposta de mudanças nas regiões administrativas

Foto: Renato Araújo/Agência Brasília

Foto: Renato Araújo/Agência Brasília

Os nomes dos administradores regionais do Distrito Federal foram anunciados pelo governador Rodrigo Rollemberg, na tarde desta terça-feira. Alguns acumulam mais de uma região, e outros ainda são interinos. Durante a solenidade, o chefe do Executivo também apresentou mudanças que deverão ser feitas nas administrações regionais, dando continuidade às medidas de contenção de gastos. As alterações precisam ser encaminhadas à Câmara Legislativa do DF em forma de projeto de lei, o que deve ser feito quando a casa retomar as atividades. Caso seja aprovado, as administrações passam de 31 para 25, conforme prometido pelo governador durante campanha eleitoral.

Durante a solenidade no Palácio do Buriti, o governador anunciou a proposta de 25 administrações regionais e 24 nomes. Isso porque Eduardo Rodrigues assume duas regiões: Itapoã e Paranoá. Já Vilson de Oliveira foi apresentado como futuro administrador de Ceilândia Norte, nova região a ser criada pelo projeto de lei enviado à CLDF, com as devidas especificações e limitações territoriais. Por enquanto, Renato Santana assume interinamente toda a cidade.

Pelo projeto, as regiões administrativas Núcleo Bandeirante, Candangolândia e Park Way passam a responder em uma única administração, que começa a atender por Núcleo Pioneiro. Já Cruzeiro, Sudoeste e Octogonal serão outra administração. O Lago Sul passa a englobar o Jardim Botânico, enquanto o Lago Norte se junta ao Varjão. A Fercal passa a pertencer à administração de Sobradinho II, e a SCIA à da Estrutural.

Tanto para as mudanças como para a escolha dos nomes, o governador afirmou ter ouvido a população para as definições. “Nós fizemos um processo de ouvir as comunidades, as lideranças das cidades, para buscar efetivamente o apoio delas. O resultado final é positivo”, avalia. Ainda nesta semana, a equipe de administradores se reúne com o governador para afinar as prioridades e estratégias do governo. Um dos pedidos de Rollemberg é que eles estejam em maior sintonia com os diretores regionais de ensino e saúde.

Extinção de cargos
O governador aproveitou ainda para anunciar outra alteração, desta vez nas folhas de pagamentos das administrações e com influência direta para os quadros da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. O governo extinguiu 3.137 cargos comissionados, enquanto criou outros 1.827, o que representa redução de 1.310 cargos. A medida possibilita economia de R$ 1,5 milhão por mês. Essas alterações serão publicadas em um decreto na edição de amanhã (21) do Diário Oficial do Distrito Federal.

Para os órgãos da segurança pública, na prática, servidores que exerciam funções administrativas retomam posição nas ruas. A Polícia Militar ganha 400 homens para retorno às rondas e trabalhos externos, enquanto o Corpo de Bombeiros passa a contar com mais 50 agentes. As gratificações liberadas nas administrações regionais permitirão contratar civis para as funções na Central Integrada de Atendimento e Despacho (Ciade) e trabalhos burocráticos.

Conselhos Comunitários
Rodrigo Rollemberg ainda garantiu a regulamentação dos Conselhos de Representantes Comunitários, em cumprimento à Lei Orgânica do DF. “Eles terão papel importante para definir melhor o modelo de eleição direta para as administrações regionais”, disse. Os pleitos com participação direta das comunidades devem acontecer, de acordo com o chefe do Executivo, tão logo estejam prontos o arcabouço jurídico e legal.

Veja quem assume as regiões administrativas:
– Administrador interino do SCIA/ Estrutural: Evanildo da Silva Macedo Santos
– Administradora interina de Vicente Pires: Maria Celeste Rego Liporoni
– Administradora interina de Planaltina: Dinalva Cantallopes Sastre Ferreira
– Administrador do Riacho Fundo I: Irany Domingos Gomes
– Administrador do Recanto das Emas: Fábio Viana Ávila
– Administrador do Lago Norte e interino do Varjão: Marcos Woortman
– Administradora do Gama: Maria Antônia Rodrigues Magalhães
– Administrador de Santa Maria: Neri do Brasil
– Administrador de São Sebastião: Jean Duarte de Carvalho
– Administrador de Brazlândia: André Luis Queiroz Rosa
– Administrador de Samambaia: Claudeci Xavier de Miranda
– Administrador de Taguatinga: Ricardo Lustosa Jacobina
– Administrador de Sobradinho I: Divino de Oliveira Sales
– Administrador de Sobradinho II e interino da Fercal: Estevão Souza dos Reis
– Administrador do Riacho Fundo II: Francisco Vicemar Medeiros
– Administrador da Candangolândia e interino do Park Way: Roosvelt Vilela Pires
– Administradora de Águas Claras: Patrícia Veiga Fleury de Matos
– Administrador interino do Guará e do SIA: Edberto Silva
– Administrador interino do Paranoá e Itapoã: Eduardo Rodrigues
– Administrador interino de Brasília: Igor Tokarski
– Administrador do Sudoeste/Octogonal e interino do Cruzeiro: Paulo Feitosa
– Administrador do Lago Sul e interino do Jardim Botânico: Aldemir Chaves Paraguassu
– Administrador interino de Ceilândia: Renato Santana
– Administrador de Ceilândia Norte: Vilson José de Oliveira

Fonte: Agência Brasília

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dez 05

Inflação oficial fica acima da meta pelo 4º mês seguido, diz IBGE

A inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ganhou força em novembro – e seguiu acima do teto da meta do governo pelo quarto mês seguido.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA ficou em 0,51% em novembro, acima da taxa de 0,42% do mês anterior.

Em 12 meses, o indicador acumula alta de 6,56%. Desde agosto, esse índice se mantém acima de 6,5%, o teto da meta de inflação estipulada pelo governo. Essa meta, no entanto, só vale para anos fechados – ou seja, o governo só terá descumprido a meta se a inflação em 12 meses seguir acima de 6,5% em dezembro.

No acumulado do ano, até novembro, o índice é de 5,58%.

A carne foi o produto com maior alta de preços entre agosto e setembro em Sorocaba (Foto: Reprodução/TV Tem)Alta da carne exerce pressão sobre o custo de vida
(Foto: Reprodução/TV Tem)

Carne
Pelo terceiro mês seguido, a carne foi o item que mais pesou na alta da inflação em novembro, contribuindo com 0,09 ponto percentual da taxa. Os preços subiram em média 3,46% em novembro, mais que em outubro (1,46%) – e acumularam alta de 17,81% no ano e de 20,56% em 12 meses.

Segundo Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de índices de preços do IBGE, a carne representa 2,7% do IPCA. “Isso é muito coisa”, afirmou. “Durante todo o ano a carne exerceu pressão sobre o custo de vida e hoje já estamos perto de 18% de aumento”.

“A seca prejudica os pastos, não há gado suficiente para abate. Além disso, as exportações têm sido muito fortes, principalmente da Rússia, que deixou de comprar dos Estados Unidos para comprar do Brasil. Não só carne, mas queijo e frango. Então, é uma pressão de demanda”, diz a coordenadora do IBGE.

A seca prejudica os pastos, não há gado suficiente para abate. Além disso, as exportações têm sido muito fortes. (…) É uma pressão de demanda”
Eulina Nunes dos Santos, coordenadora do IBGE

Com esses resultados, o grupo alimentação e bebidas foi responsável por 37% do IPCA de novembro, com a maior variação e o maior impacto no mês.

“Este ano foi praticamente marcado pelos alimentos e alguns administrados (preços que têm sua variação administrada pelo governo, como contas de luz). Além do sobe e desce das commodities, nós tivemos problemas sérios climáticos que prejudicaram as lavouras (…). Então, os alimentos foram marcantes no sentindo de definir os movimentos da série do IPCA”, explicou Eulina.

Gasolina
Em segundo lugar no ranking dos principais impactos vem a gasolina, que contribuiu com 0,07 ponto percentual da taxa. De acordo com o IBGE, o preço do litro da gasolina ficou 1,99% mais caro, refletindo, nas bombas, parte do reajuste de 3% nas refinarias, em vigor a partir de 7 de novembro. Goiânia foi destaque, com alta de 7,95% no mês.

Batata
Terceiro maior impacto no IPCA, a batata-inglesa ficou 38,71% mais cara, depois de registrar uma queda de 5,95% no preço em outubro. Em Salvador, a alta de preços chegou a 75,49%. “Mas o peso dela não é tão importante no orçamento da gente quanto a carne”, diz Eulina.

Torres com linhas de transmissão de energia começam a ser instaladas (Foto: Taísa Arruda/G1)Energia mais cara afeta a inflação
(Foto: Taísa Arruda/G1)

Eletricidade
Com alta média de 1,67%, a energia elétrica contribuiu com 0,05 ponto percentual do IPCA de novembro. As maiores variações foram registradas em Fortaleza (10,18%) e Salvador (6,97%), em decorrência de aumentos no PIS/Pasep/Cofins, além do Rio de Janeiro (8,83%), onde ocorreu reajuste de 17,75% em 7 de novembro em uma das concessionárias.

De acordo com Eulina, em 2013 houve queda de 15% no preço da energia, o que ajudou a conter a inflação naquele ano. No entanto, de acordo com ela, isso não aconteceu em 2014. “As tarifas que haviam sido contidas lá aumentaram agora por conta de todas as questões que o país está vivendo com a estiagem e o problema da água”, afirma. Com isso, junto com as carnes, o item está entre os que mais impactaram a inflação este ano.

Serviços
Os principais impactos do setor de serviços no mês de novembro, segundo o IBGE, são o conserto de automóvel seguido de refeição fora de casa, aluguel e cabelereiro. Em seguida vem empregada doméstica.

Índices regionais
Nos índices regionais, o maior foi o de Goiânia (1,21%), onde os combustíveis (7,84%) foram responsáveis por 0,53 ponto percentual do índice do mês, com alta de 7,95% na gasolina e de 9,70% no etanol. O aumento de 3,28% nos preços dos alimentos consumidos no domicílio também pressionou o resultado. O menor índice foi o de Vitória (0,03%), com as contas de energia elétrica 6,73% mais baratas em função das alíquotas do PIS/Pasep/Cofins.

A aceleração da taxa se deu quase em todas as regiões metropolitanas, segundo o IBGE. “Essa aceleração da taxa foi praticamente em todas as regiões metropolitanas de outubro para novembro. Goiânia liderou passando de 0,78% para 1,21%. Fortaleza foi para 0,81%. E, praticamente, os responsáveis por esse avanço foram os alimentos”, diz Eulina Nunes dos Santos.

“Quando a gente olha o resultado no ano e os últimos 12 meses, vê que eles estão chegando perto. As taxas estão tendendo a ficar mais próximas. E o Rio de Janeiro lidera tanto o resultado no ano quanto nos 12 meses, com 6,13% e 7,37% [respectivamente]”, completou.

Inflação pelo INPC
Nesta sexta-feira, o IBGE ainda divulgou o comportamento da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que variou 0,53% em novembro, acima do índice de 0,38% de outubro em 0,15 ponto percentual. No ano, o indicador acumula alta de 5,57%, acima da taxa de 4,81% relativa a igual período de 2013. Em 12 meses, o índice é de 6,33%, próximo dos 6,34% relativos aos 12 meses anteriores. Em novembro de 2013, o INPC havia sido 0,54%.

O INPC se refere às famílias com rendimento monetário de um a cinco salários mínimos e abrange 10 regiões metropolitanas do país, além de Brasília e dos municípios de Goiânia e Campo Grande.

Fonte: G1 GLOBO

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nov 13

Mais de dez ministros já colocaram cargos à disposição de Dilma, diz Mercadante

Audiência da Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado

O ministro Aloizio Mercadante (Foto: Celso Junior/AE)

O ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Aloizio Mercadante, informou há pouco que “de dez a 15” ministros já entregaram cartas colocando seus cargos à disposição da presidenta Dilma Rousseff. Segundo ele, a atitude é apenas uma formalidade sugerida por ele e outros colegas, e não se trata de uma obrigação.

Mercadante não soube precisar a quantidade nem detalhar os nomes dos ministros que já entregaram os cargos, pois algumas cartas foram enviadas diretamente para o gabinete da presidenta. Para o ministro, esta é uma forma de demonstrar publicamente o “espírito demonstrado na campanha”, que pregou o lema “Equipe nova, governo novo”. “Faz quem quiser, é um gesto de gentileza. E não tem prazo, o governo vai até 31 de dezembro. É um gesto de reconhecimento e agradecimento”, disse.

A proposta era deixar a presidenta Dilma à vontade para conduzir a transição para o segundo mandato. “De qualquer forma, ela [Dilma] tem toda liberdade [para fazer a reforma ministerial]. Ela foi eleita em um regime de presidencialismo. Ela pode trocar o ministro que quiser na hora que achar oportuno”, complementou.

O ministro disse que não havia conversado sobre o assunto com Dilma, e a intenção era fazer uma surpresa a presidenta na próxima terça-feira (18), quando ela retorna de viagem internacional. “A ideia era quando ela chegasse da viagem [as cartas fossem entregues]. Como vazou, perdeu o impacto. Porque ela também não sabia”. Como “proponente”, disse, Mercadante já colocou à disposição o seu cargo.

De acordo com o ministro, a ideia surgiu espontaneamente durante uma conversa com os colegas de ministérios, e que José Eduardo Cardozo, da Justiça, e Miriam Belchior, do Planejamento, Orçamento e Gestão, que também participaram da sugestão, estão totalmente de acordo com a iniciativa.

Por: Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil Edição: Aécio Amado
Fonte: Agência Brasil

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nov 12

Rollemberg e Perillo discutem mobilidade do Entorno

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O governador eleito Rodrigo Rollemberg (PSB) e o governador reeleito de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) Foto: Mary Leal

O governador eleito Rodrigo Rollemberg (PSB) se reuniu hoje com o governador reeleito de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), para tratar de questões de mobilidade urbana do entorno e DF. O encontro aconteceu na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), órgão responsável pelo transporte entre DF e Goiás. Os gestores falaram sobre assuntos que consideram prioridades em seus governos, como mobilidade urbana e o consorcio de trasporte envolvendo o Governo Federal através da ANTT, o governo de Brasília e o de Goiás. A falta de empresas e a má qualidade do serviço prestado são reclamações constantes dos passageiros.

A primeira medida é a melhoria do trasporte público na região. Atualmente, as empresas que fazem as linhas do Distrito Federal para as cidades do Entorno, atuam de forma temporária até o término da licitação da ANTT que deve ser concluída ainda este ano. De acordo com Perillo faltam ônibus na região e os trabalhadores sofrem muito com isso. “O BRT está pronto e a melhor solução é estende-lo até Luziânia”, acredita o governador de Goiás. Perillo ressaltou também a importância de se criar uma faixa exclusiva para ônibus que vem do entorno de Brasília até a Rodoferroviária de Brasília.
De outro lado, segundo Perillo há uma preocupação por parte dele e de Rollemberg da extensão do BRT entre Brasília a Planaltina DF, que vai servir Planaltina Goiás e Formosa. A extensão do BRT na direção Águas Lindas e a construção do Trem de passageiros e cargas de Brasília e Goiânia e a viabilidade do trasporte férreo entre a Rodoferroviária de Brasília e a cidade de Luziânia.

Outro tema de relevância foi o consorcio de trasporte envolvendo o Governo Federal através da ANTT, o governo de Brasília e o governo de Goiás. “A predisposição da ANTT, do governo de Goiás e do governo de Brasília é muito grande. “Tenho certeza que com essa disposição, intensificação da pressão nossa sobre o órgãos federais e com a ajuda deles, vamos dar passos objetivos e concretos no sentido de uma solução menos longa para um drama que é de todas as pessoa que dependem do transporte público”, afirma Perillo.

Rodrigo Rollemberg reforçou a disposição para trabalhar conjuntamente com o governo de Goiás e a ANTT para buscar alternativas para a região do entorno do DF. De acordo com Rollemberg, em dezembro a ANTT apresentará o estágio dos estudos realizado para a Linha Férrea, ligando Brasília/Goiânia. “Ainda não tomamos posse mas estamos tomando pé das questões internas do DF. Mas há essa disposição de trabalhar conjuntamente com Goiás para resolver a questão mobilidade”, destaca Rollemberg.

Rollemberg também falou sobre ideia de se constituir uma Agência de Desenvolvimento do entono compartilhada pelo DF e por Goias. “Uma agencia executiva e enxuta para poder gerir os problemas comum ao entorno do DF. Um órgão executivo que possam tomar medida efetivas para garantir os investimentos e as ações necessária para melhorar a qualidade de vida do entorno do DF”, informa Rollemberg.

Medidas emergenciais

As medidas emergências, de acordo com Rollemberg, serão a tentativa de liberação de uma faixa exclusiva para o trasporte coletivo ligando essa cidades do entorno para o DF. Encurtando o tempo que essa as pessoas gastam no ônibus. “As ultimas licitações feitas para a ANTT eram desertas por falta de empresas. Por isso precisamos buscar soluções conjuntas e pensar nas alternativas, também pensar nas alternativas de médio prazo como como a construção de BRTs, ligando varias cidades e as mais longas como a construção de ferrovias ou adaptações das ferrovia já existente aqui em Brasília e em Luziânia para resolver o problemas da mobilidade sobretudo no entorno sul ao DF. As mediada a curto prazo será liberação de faixa para permitir um deslocamento mais rápido do entono ao DF.

Recursos

No caso dos BRT a ideias é receber recurso do PAC e principalmente das concessões que estão sendo feitas. “A nossa proposta é que o consorcio faça um realinhamento com a ANTT e construção a extensão do BRT entre Santa Maria e Luziânia. No caso do trem de passageiro é preciso ter dinheiro do PAC, depois de pronto o estudo de viabilidade. No caso de Águas lindas quando for feita a concessão da BR0-70 a uma empresa privada, a ideias nossa é que no edital já conste a construção do BRT. Todas essa saídas precisam ser de médio prazo. As de curto dizem respeito ao consorcio”, finaliza Perillo. (Jornal Coletivo)

Por Tatiane Alves
Fonte: Blog do Callado

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nov 12

FALTA UM “GABINETE FANTASMA” À OPOSIÇÃO PARA SAIR DA MESMICE VELHACA

12“Shadow cabinet” (“gabinete fantasma”) é uma antiga prática dos partidos de oposição da Inglaterra e dos Estados Unidos, quando os que se opõem ao governo desejam aplicar uma verdadeira fiscalização ao partido detentor do poder, optando pela via temática.
É a oposição real: o partido oposicionista forma um “gabinete”, seguindo o mesmo formato do governo, com cada um dos “ministros” exercendo as tarefas como se fossem os verdadeiros titulares.
Os resultados da ação do “gabinete fantasma” são permanentemente divulgados ao público. Firma-se um conceito comparativo.
Se a oposição for mais competente que o governo em soluções para os problemas em cada área, a opinião pública imediatamente lhe transmite os bônus através de intenções de apoio na próxima eleição. É democrático, é transparente e é mais eficaz que restar deblaterando em discursos ocos.
Forma de atuar na oposição como verdadeira oposição – sem gritaria, sem baixaria, sem alusões pessoais – o “gabinete fantasma” é uma solução alta e evoluída. Provavelmente não seja para a política brasileira de hoje, quem sabe um dia.
Cogitaram no elevado nível de oposição que o PSDB faria ao governo Dilma Rousseff ao ter FHC como “ministro das Relações Exteriores” e José Serra como “ministro da Saúde” de um “gabinete fantasma”?
Aqui, o PSDB e sua coligação oposicionista permanecerão dando pérolas aos porcos, com sua costumácia na questão pequena. A vaidade e os egos presidirão o ambiente, o interesse particular e o regional superarão o coletivo e o nacional.
O discurso será mais importante que a ação. A ausência será tratada como estratégia, o silêncio como esperteza e o conchavo como articulação.
Derruba-se um presidente por dia se possível for nas brumas de uma nova eleição com agentes eleitorais vingativos e sedentos de sangue.
Não se colabora, se conspira. Não se pede, se chantageia. Não se pratica o interesse público, mas o interesse surrupiado do público.
Formem um “gabinete fantasmas” senhores oposicionistas e exorcizem os velhos fantasmas de uma mesmice política velhaca.

Fonte: Carta Polis

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nov 12

MOREIRA FRANCO PODE SER INDICADO PELO PMDB A DILMA PARA MINISTRO DAS COMUNICAÇÕES

moreira-franco-300x211Em conversas que se desenrolam em circuito bastante reservado, o PMDB está escolhendo os nomes de candidatos a ocupar pastas no segundo mandato da presidente Dilma. São as pastas que consideram ser da cota do partido, mas também avança sobre outras que estão sob a guarda do PT.
Um dos nomes que estão aflorando dessas discussões é o do atual ministro da Aviação Civil, Moreira Franco, que passará a ser ministro das Comunicações.
O próprio Moreira Franco teria sido sondado a respeito e teria estimulado que as consultas prossigam. Aceita o novo cargo e se compromete a não seguir a corrente ideológica patrocinada pelo PT para a regulação da mídia.
O Ministério das Comunicações foi do PMDB, no primeiro governo Lula, mas depois perdido para o PT na formação de seu segundo mandato. O último dos ministros do partido foi o atual senador Eunício Oliveira.
O PT não deixaria o Ministério das Comunicações mudar de mãos sem muita disputa interna junto à presidente Dilma. O atual ministro da Articulação Política é considerado candidato a esta pasta, aí, sim, compromissado com a regulação da mídia.
Moreira Franco conta com o mais pleno endosso do presidente em exercício Michel Temer, seu principal aliado no governo.

Fonte: Carta Polis

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nov 07

Aumento da gasolina terá impacto pequeno na inflação, diz ministro

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Aumento da gasolina terá impacto pequeno na inflação, diz ministroMarcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou que o impacto do aumento da gasolina sobre a inflação deverá ser pequeno, apenas 0,1 ponto percentual. Ele comemorou o resultado satisfatório do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado hoje (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e que passou de 0,57% para 0,42% ,com variação menor em 12 meses (de 6,75% para 6,79%).

“Estamos em uma boa trajetória”, avaliou Mantega. Segundo ele, problemas que afetaram a economia neste ano como a estiagem, as restrições ao crédito, os eventos como a Copa do Mundo e as eleições não deverão atrapalhar a economia no próximo ano. Diante disso com recuperação prevista das commodities (produtos primários com cotação no mercado internacional) e maior facilidade ao consumo deverão resultar em crescimento das atividades. Esses fatores tiveram alguma interferência, mas são problemas passageiros.

Para garantir o cenário mais positivo, o ministro admitiu a necessidade de corte nas despesas públicas. Ele anunciou que estão sendo estudadas medidas de corte de subsídios envolvendo o seguro desemprego, auxílio doença e pensão por morte. Só neste último caso, elas atingem algo em torno de R$ 90 bilhões. Mantega, porém, não detalhou como isso será feito.

Ao ser questionado por jornalistas sobre a meta do superavit primário para 2015, o ministro informou que o governo trabalha com um orçamento entre 2% a 2,5%. A revisão, no entanto, da proposta feita em agosto depende do levantamento fiscal de novembro para depois ser encaminhada ao Congresso Nacional.Temos que avaliar à luz do cenário mais atual”, disse.

O ministro deu essas informações ao participar de um seminário na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo. No encontro, ele fez uma avaliação positiva da economia, justificando que o baixo crescimento é efeito da política anticíclica por causa da crise financeira internacional de 2008, mas quando comparada a situação dos países-membros do G20, o Brasil teve uma situação mais vantajosa.

“ A maioria dos países do G20 não conseguiu fazer superávit primário, nós somos um dos poucos que conseguimos manter o resultado positivo mesmo em um período de crise”. Ele projeta que o resultado continuará positivo em 2015. Mantega considera que está ocorrendo um atraso na economia mundial para vencer os efeitos da crise, mas devagarinho vamos ter uma melhora.

Ele justificou que a estratégia de manter o crédito dos bancos públicos com taxas inferiores às do setor privado é apenas anticíclica. A expectativa dele é que as instituições financeiras privadas ampliem as ofertas, retirando a necessidade de uma atuação do setor público. Ao falar sobre a evolução econômica do país nos últimos anos, no seminário, ele destacou a criação de empregos, que teve aumento, passando de 66,5 milhões em 2002 para 118 milhões em 2014.

Segundo o ministro, o Brasil ainda é considerado um país de grande atratividade para investimentos, citando que eles somaram , nos últimos 12 meses, US$ 66,5 bilhões. O Brasil têm uma situação de solidez financeira com as reservas em US$ 380 bilhões.

Por: Marli Moreira – Repórter da Agência Brasil Edição: Valéria Aguiar

Fonte: Agência Brasil

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nov 07

DILMA DIZ QUE GOVERNO VAI CORTAR GASTOS E VERIFICAR CONTAS COM “LUPA”

Segundo O Globo, versão on line, a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (06/11) que o governo pretende “fazer o dever de casa” e cortar gastos. A presidente disse que não pretende mexer na meta de inflação (4,5%) ou no intervalo de tolerância, que hojé é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. De acordo com a presidente, as contas serão verificadas com “lupa”.

— Vamos fazer o dever de casa, apertar o controle da inflação e teremos limites fiscais. Vamos reduzir os gastos. Vamos olhar todas as contas com lupa e ver o que pode ser reduzido e o que pode ser cortado. Temos que fazer um ajuste em várias coisas, várias contas podem ser reduzidas. Minha visão de corte de gastos não e similar a aquela maluca de choque de gestão.
Conforme pregou durante a campanha eleitoral, Dilma defendeu a manutenção do número de ministérios.

— Essa história de cortar ministério é lorota.
A presidente reafirmou que o nome do novo ministro da Fazenda não será anunciado antes da reunião de cúpula do G- 20, que ocorre de 15 e 16 de novembro, na Austrália.

lupa-300x184Perguntada sobre a operação Lava-Jato que investiga corrupção na Petrobras, a presidente afirmou que trata-se de uma oportunidade para “acabar com a impunidade”.

— A operação trouxe o momento para acabar com a impunidade no país. Não vou engavetar nada, não vou pressionar opara não investigar, quero todos os responsáveis punidos – afirmou Dilma.
Segundo Dilma, o compromisso do governo é com as instituições e com a democracia.

— Acho fundamental a separação dos poderes, a independência do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. As instituições estão funcionado e as nossas eleições são produto disso. Nós avançamos muito, somos exemplo de uma grande democracia. O eleitor não é de ninguém, ninguém é dono do eleitor. Se tem um momento que todos somos iguais é na urna. A visão de que o eleitor é meu, é ultrapassada, é patrimonialista.
Dilma repetiu que é necessário “saber perder e saber ganhar”.

— Saber ganhar na democracia é tão difícil quanto saber perder, porque existe a tendência das pessoas acharem que é o rei da cocada preta. Não sairá da sua cabeça o que fazer pelo país, tem que ter uma interação. Não estou propondo nenhum diálogo metafísico, sobre quem sou, o que quero, para onde vai — afirmou.

Por: Sérgio Fadul e Luisa O Globo, que participaram da entrevista com a presidente Dilma no Palácio o Planalto

Fonte: Carta Polis

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nov 06

ELEIÇÕES PARA ADMINISTRADORES REGIONAIS PODEM TRAZER EMBARAÇOS PARA O NOVO GOVERNADOR

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Vadson Ramos

A estratégia do Governador eleito, Rodrigo Rollemberg, para uma escolha popular dos Administradores Regionais do DF podem lhe trazer alguns embaraços. Isto porque, se a escolha é livre e democrática significa uma autonomia a qualquer cidadão considerado ficha limpa e morador da cidade para que participe da disputa. Incluindo, inclusive, seus adversários políticos que estiverem dentro do perfil exigido, já que não foi dito nada a respeito de sigla partidária. Vadson png

Com isso os comentários em uma das cidades do DF a qual Rollemberg teve a menor expressão de votos é que a estratégia usada pelos seus adversários será a inserção dentro processo eletivo. Ou seja, já tem Petista e Arrudista fazendo planos para concorrer nesta eleição ou mesmo a união de ambos no objetivo de enfraquecer o governo e a base de Rollemberg na cidade. As possíveis candidaturas mais comentadas dentro do cenário político de Brazlândia, a cidade a qual Rollemberg teve a menor votação, são do petista Vadson Ramos, ele que o atual administrador da cidade e a candidatura da ex-coordenadora de campanha de Jofran Frejat na cidade, Célia do Hospital.

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Célia do Hospital

Segundo informações, Célia do hospital como é conhecida, apelido referenciado por sua passagem pelo comando na direção administrativa do hospital regional da cidade, na época em que Jofran foi secretario de saúde, já recebeu o apoio da juventude da cidade. No primeiro turno ela se dedicou a candidatura do deputado reeleito Cristiano Araujo, porém o segundo turno foi dedicado integralmente a campanha de Jofran Frejat. Lembrando que Brazlândia foi a cidade do DF em que Frejat teve a maior votação, o que possivelmente poderia lhe garantir uma vitoria esmagadora. CELIA-DO-HOSPIT-SERIA-ATÉ-DEMAIS

Outro forte candidato na disputa seria o petista Vadson Ramos, ele é o atual administrador da cidade e segundo fontes já manifestou interesse na disputa. O que poderia trazer vantagens ao petista seria a militância aguerrida do PT, que apesar dos atropelos, ainda permanecem unidos e que também não são poucos em Brazlândia. Adm Vadson visita o Instituto Cavalo Solidário 18-09-2014- Foto Antônio Marques (10)

Até o dia 1ª de janeiro tudo não passa de promessa de campanha, já nos bastidores as especulações esquentam as rodas de conversa, pois todos querem saber quais serão as estratégias usadas pelos adversários de Rollemberg. Hoje com duas frentes de oposição na cidade de Brazlândia, sendo petistas e arrudistas, todos acompanhando e fiscalizando seu governo.

Por: BrazRural.com – Fotos: reprodução Internet

Fonte: NOTIBRAZ

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nov 06

Políltica: Brasília em suas mãos

Rollemberg: promessa de independência (Foto: Reprodução)

Rollemberg: promessa de independência (Foto: Reprodução)

Eleito governador no domingo (26), Rodrigo Rollemberg (PSB) diz que chegou lá sem as amarrações típicas para conquistar o cargo. Ele antecipa que vai cortar as secretarias pela metade e avisa que troca-troca com os distritais só se for de elogios. A seguir, um pouco mais do novo chefe do Executivo no DF.

Sua ficha de governador já caiu?
Sempre tive muita confiança em nossa vitória. Eu me preparei para isso, e toda a avaliação do cenário me deixou certo de que eu seria eleito.
Os cobradores de campanha já estão batendo à sua porta?
Não. A gente tem muito pedido de servidores públicos, categorias que querem conversar. Conseguimos nos eleger com um nível de independência que nos dá muita liberdade.
Para pôr as contas em dia, o ano que vem será de arrocho?
Vamos tomar pé das coisas a partir de agora, mas 2015 será um ano que exigirá esforço para reduzirmos o desperdício e captarmos recursos federais e internacionais.
Está na moda enxugar ministérios e secretarias. Em quantas vai passar a tesoura?
Em muitas. Próximo da metade das que existem hoje.
Quem é o seu guru?
Não tenho, mas admiro algumas pessoas. O Miguel Arraes é uma delas.
Dilma costumava errar o nome do Agnelo, acertou o seu?
Acertou, sim. Na minha primeira ligação para ela, a presidente foi simpática e positiva. Disse que o governo federal será um grande parceiro do GDF.
Qual autor o inspira?
Guimarães Rosa. Já li três vezes Grande Sertão: Veredas.
O senhor tem apenas quatro apoiadores na Câmara. Como vai governar sem barganhar?
Doze deputados declararam apoio ainda durante a campanha. Pretendemos inaugurar uma nova fase com os distritais,  reconhecendo o trabalho deles, mas sem lotear o governo.
Deputados não costumam se contentar com elogio e tapinha nas costas.
Vamos valorizar o bom trabalho que fizerem em sua base eleitoral, e isso é tudo.
O que tira o seu sono?
Costumo dormir muito bem.
Vai ouvir conselho dos doze irmãos?
Ouço todos, mas formo a minha própria opinião.
Tem medo dos fantasmas de Roriz e de Arruda?
Não acredito em fantasmas.
Vai continuar vendendo galinha na feira?
(Risos) Ai, ai… Se tiver excedente. Mas acho que o consumo de galinha vai aumentar.
Por: Lilian Tahan | lilian.tahan@abril.com.br

Fonte: Veja Brasília

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nov 04

DILMA AGUARDA ESTOURO DA DELAÇÃO PREMIADA PARA ESCOLHER MINISTÉRIO

PAULOROBERTO4-JC-300x205A presidente Dilma Rousseff aguarda o estouro da delação premiada do e-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa para definir o novo ministério.
Quer evitar envolvimento com os políticos direta ou indiretamente mencionados na na lista, inclusive os líderes da oposição, sabendo, neste caso, que a delação do ex-diretor da MITSUI no Brasil é mais bombástica ainda e começa com o pessoal do PSDB.
O ex-diretor da firma japonesa distribuiu e contabilizou mais de R$ 4 bilhões a políticos de todos os partidos.
Com o Congresso Nacional desmoralizado, inclusive com alguns governadores eleitos e parlamentares reeleitos envolvidos, Dilma quer dar tempo ao tempo, como recurso tático.
Espera que as hostilidades iniciais pouco a pouco se dissolvam. Nesse ínterim, ela deseja impor seu próprio ritmo às negociações com os partidos políticos da base governista e até fora dela.
As propostas presidenciais – como a consulta popular e a reforma política – servirão com seus bordões permanentes para acuar os setores do Congresso que se mostram refratários ao diálogo proposto.
Outra tendência é que não será aproveitado ninguém que tenha perdido a eleição em cargos de destaque.

Fonte: CARTA POLIS

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nov 03

Proposta de iniciativa popular para reforma política chega a 640 mil assinaturas

Presidente da OAB

Para tentar acelerar a coleta de assinaturas favoráveis ao projeto de lei de iniciativa popular para a reforma política, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) lançou mais uma ação para mobilizar representantes de diversos segmentos da sociedade civil. O movimento ocorre paralelamente à retomada do debate no Congresso, com a ideia de apresentar uma proposta que possa ser apreciada pelo Parlamento.
Segundo o presidente da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, é preciso colher 1,5 milhão de assinaturas para a proposta, chamada de Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas.
“O Brasil inteiro tem que se mobilizar e discutir, porque não há verdades prontas e acabadas, mas algumas premissas nos unem. A primeira é o fim do financiamento empresarial das eleições”, disse ele, durante evento em que o movimento pela reforma política recebeu mais 20 mil assinaturas, entregues por representantes da organização não governamental (ONG) Educação para Afrodescendentes e Carentes (Educafro). Com esses apoios, o texto já tem quase 640 mil assinaturas.
Para a ONG, o financiamento de campanhas por empresas é o problema estrutural mais grave entre os que afetam o processo democrático brasileiro. O projeto prevê a proibição do financiamento de campanhas por empresas e propõe o que chama de financiamento democrático como alternativa de condições iguais para todos os partidos. O financiamento proposto pela coalizão seria feito por meio do Fundo Democrático de Campanha, composto de recursos do Orçamento Geral da União, multas administrativas e penalidades eleitorais e do financiamento de pessoas físicas.
Os recursos do fundo seriam destinados exclusivamente aos partidos politicos. Pelo projeto, no segundo turno das eleições proporcionais, os candidatos receberão do partido recursos em igualdade de condições.
“O segundo [ponto] é fazer com que a participação popular seja cada vez mais estimulada no país, criando uma tradição de consultas à população. E também a paridade da participação das mulheres”, completou Furtado Coêlho.
Outra proposta que consta do projeto é a susbtituição do atual sistema eleitoral – proporcional de lista aberta – para um sistema proporcional em dois turnos. A ideia é que, no primeiro turno, o voto seja dado ao partido, à plataforma política e à lista pré-ordenada de candidatos, quando ficará definido o número de vagas parlamentares a serem preenchidas pelos partido. No segundo turno o voto será dado ao candidato.
“O atual modelo está endereçado a permanecer, ou cada vez mais ampliar o fosso que separa representantes e representados. Entendemos que é fundamental um novo modelo com votação em lista partidária. Essa votaçao em lista estimula o debate de ideias e propostas. Mas, como no Brasil há cultura da votação nominal e desconfiança da população com os partidos, a coalizão viu a possibilidade de, no segundo turno, o eleitor alterar a ordem da lista”, explicou.
As propostas apresentadas não alterariam a Constituição. Com mudanças apenas nas leis eleitorais, a expectativa é que o texto tramite e seja aprovado com mais facilidade pelo Congresso, acrescentou Furtado Coêlho. O formulário de assinaturas está disponível no site do movimento.
O texto já tem apoio de mais de 100 entidades, movimentos e organizações sociais.Além da OAB, apoiam a proposta entidades como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, a Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma Política e a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação.
Enquanto as entidades tentam avançar rapidamente com o texto, na Câmara dos Deputados, a expectativa do presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), é que a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprove, nesta semana, a admissibilidade da proposta do Grupo de Trabalho da Reforma Política (PEC 352/13). Com a aprovação, será criada uma comissão especial que ouvirá os diversos setores da sociedade, antes de fechar o texto final que será submetido a um referendo popular.

Fonte: AGÊNCIA BRASIL

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out 31

CARDOZO PODERÁ ARTICULAR QUE MINISTROS COLOQUEM CARGOS À DISPOSIÇÃO DE DILMA

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Ministro José Eduardo Cardozo

O ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça poderá conduzir com os demais colegas de ministério que todos coloquem espontaneamente seus cargos á disposição da presidente reeleita Dilma Rousseff, que assim facilitará a reorganização de seu governo para os próximos quatro anos.
Essa é uma praxe de presidentes que se reelegem, e que se sentem constrangidos para exonerar ministros. Um auxiliar de predominância sobre os demais promove então os entendimentos. O ministro da Justiça, no caso, como primeiro dos ministros na liturgia republicana, toma a iniciativa.
Dentro do estilo centralista da presidente Dilma, porém, essas negociações podem ser dispensadas. Sem precisar dos serviços de Cardozo ela pode, sem papas na língua, ir anunciando as mudanças.
Observe-se, contudo, que Dilma tem mudado bastante suas atitudes e no discurso de vitória aludiu a si mesmo como possuidora de duas novas características:” serena e madura”.
Deste modo, pode seguir um novo roteiro, mais político, mais conciliador, colocando pesos e contrapesos em cada movimento, dialogando ao máximo, e não mais atuando com voluntarismo ou gestos bruscos.
É o que se espera dela.

Fonte: Carta Polis

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out 28

PT defenderá reforma política e regulação da mídia como prioritárias

Imagem: Brasil247

Imagem: Brasil247

A reforma política e a regulação dos meios de comunicação serão defendidas pelo PT como ações prioritárias no próximo mandato de Dilma Rousseff, reeleita nesse domingo (26) para mais quatro anos de governo, disse hoje (27) o presidente nacional do PT, Rui Falcão, em entrevista à imprensa, na cidade de São Paulo.

“Sobre a democratização dos meios de comunicação, que não afeta a mídia impressa, mas se dirige aos veículos que são detentores de concessões de serviço público de radiodifusão, a Constituição prevê, em seu Artigo 220, a mais ampla liberdade de expressão de pensamento, que defendemos ferrenhamente. Agora, o mesmo item que trata da comunicação social, proíbe a existência de oligopólios e monopólios na comunicação. Nós do PT vamos continuar insistindo para regulamentar [de acordo com] a Constituição no que diz respeito a esses artigos. Considero essa uma das mais importantes reformas do Brasil ao lado da reforma política”, disse.

Sobre a reforma política, Falcão lembrou que já existe uma proposta feita pela presidenta, com 189 assinaturas, convocando o plebiscito. As questões que estarão no plebiscito, acrescentou, ainda serão objeto de debate.

O presidente do PT também falou que o partido não vai determinar quem será o próximo ministro da Fazenda do governo Dilma e que não se oporia à indicação de alguém que não fosse do partido. “O partido não manda no governo e o governo não controla o partido. É natural que a gente seja ouvido [sobre a indicação do ministro]. Se for um quadro preparado e leal ao programa de governo e que a maioria do povo brasileiro aprovou, não haveria restrição a isso”.

Para ele, o fato da eleição no segundo turno ter sido muito disputada, com Dilma sendo reeleita com 51,64% dos votos contra 48,36% de Aécio Neves (PSDB) recebeu 48,36%, demonstrou um “sentimento de mudança muito forte no país”. E admitiu que o PT possa fazer mudanças. “É natural que depois de 12 anos de governo e sendo a gente um partido com muitas propostas e aguerrimento na militância, haja aqui e ali resistência ao partido. Mas o que a eleição mostrou é que a maioria da população brasileira votou com a Dilma e com o PT. É claro que o partido está sempre aberto e vai fazer isso, está se renovando e está se reestruturando”, disse.

Rui Falcão manifestou sua alegria coma vitória nas eleições presidenciais deste ano. “Tanto que estou sem voz. A campanha de 1989, que também foi muito disputada, foi uma campanha épica. Essa que fizemos agora foi dramática até o final, mas um drama com final feliz para nós”.

Ele negou que o Brasil saiu dividido das eleições. “Não acredito nessa divisão até porque o Brasil é um só e os dois candidatos foram votados no Brasil inteiro”, disse. “Não vejo necessidade de pacificar o país porque ele não está conflagrado. É natural que nas democracias, nos regimes presidencialistas, o governo dialogue permanentemente com a oposição. E é natural que a oposição se constitua como tal, que fiscalize, que critique, que proponha e que derrote projetos do governo. Esse diálogo vai ser mais exercitado agora, assim que começarem as tratativas políticas para a constituição do novo Parlamento”, acrescentou.

O presidente do PT também comentou sobre a operação Lava Jato [que investiga um esquema de corrupção na Petrobras], dizendo que o partido já se dirigiu ao Supremo Tribunal Federal e também à Procuradoria-Geral da República para solicitar acesso aos termos da delação premiada. A intenção, segundo ele, é verificar se há alguma delação referente a militantes do partido. “A alusão genérica ao PT atinge a todos nós e é preciso que isso seja personalizado. Se isso existir e é preciso que haja provas comprovando a participação de qualquer filiado nosso a crimes, o PT tomará as providências previstas no estatuto do partido [contra o militante]”.

Para o tesoureiro e coordenador financeiro da campanha de reeleição de Dilma à Presidência, Edinho Silva, a eleição demonstrou que será necessário que o Congresso faça “uma nova regulamentação eleitoral, tornando os elementos mais equânimes na disputa”. “A democracia se consolida quando há condições igualitárias na disputa e esse é um processo que temos que avaliar. Temos que fazer não só a reforma política, mas uma reforma eleitoral que torne, cada vez mais, as disputas equânimes”, disse.

Edinho ressaltou que a derrota significativa do partido no estado de São Paulo não se deve a uma desorganização do PT, mas é resultado das manifestações de junho do ano passado, que para ele foram “um divisor histórico”, e também aos ataques sofridos pelo partido no estado. Outro fator que explicaria a derrota do partido em São Paulo seria a criação de uma nova classe média que teria sido influenciada por setores mais conservadores. “O que penso é que os setores médios desses bairros [da zona leste da capital paulista, antigo reduto petista] tiveram uma contaminação da opinião pública de setores médios mais tradicionais da cidade de São Paulo”.

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil Edição: Aécio Amado

Fonte: Agência Brasil

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