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dez 01

Creches alegam falta de repasse do GDF e não abrem nesta segunda

Pelo menos 15 instituições fecharam as portas, diz representante de ONGs.
Às 9h, Secretaria de Educação informou que estava apurando a situação.

“As creches têm arcado com os custos com recursos próprios. São três, quatro meses sem receber, de maneira que o primeiro mês se paga com sacríficio, assim como o segundo, mas depois chega a um ponto em que não tem mais dinheiro”, afirma. “E agora tem o 13º salário, cuja primeira parcela já venceu. É um salário a mais, e a despesa continua.”
Silvano afirma que não é a primeira vez que os atrasos ocorrem, mas a situação se agravou porque o GDF conveniou 28 creches a mais nos últimos anos. “Como essas entidades são desconhecidas pela comunidade, a situação está mais grave do que ficava antes, porque não recebem doações”, afirma.
O presidente da organização disse que as instituições só vão reabrir depois que o pagamento integral for feito. Ele afirmou que ainda não foi procurado pelo GDF para uma negociação.
Prejuízo
A mãe Ivana Sousa afirma que teve que cancelar duas faxinas marcadas para esta segunda por conta da paralisação, e por isso, perdeu R$ 280. A filha de 3 anos frequenta a Ipê Amarelo, em Ceilândia. “Eles me avisaram na sexta-feira que iam fazer a paralisação para ver se resolve a situação. Eles dizem que funcionários já estão há quase cinco meses sem receber, já acabaram os alimentos e que não têm como manter as crianças lá”, afirma.
“Amanhã, se não abrir, não sei como é que vou fazer. Estamos perdidos, porque confiamos no serviço. A gente até entende o lado deles, é muito complicado para o pessoal trabalhar de graça.”
A filha da diarista Másia Maria de Carvalho, matriculada na Juriti, em Samambaia, também teve que ficar em casa nesta segunda. “Soube na hora que fui deixar ela que a creche estava interditada porque o governo não pagou os trabalhadores”, diz a mãe da criança de 2 anos. “Se não voltar essa semana, vou ter que achar uma pessoa para ficar com ela para poder ir trabalhar. A babá cobra R$ 50, e minha diária é R$ 80. Mas tem que pagar uma pessoa para olhar.”
Também matriculada na Juriti, a filha de 4 anos de Coracir Gomes também foi obrigada a ficar em casa. “Eles mandaram um bilhete avisando na sexta-feira, mas não falaram o dia que retornam”, diz. “Estou de férias, mas, se não estivesse, teria que deixar de ir trabalhar.”

Fonte: G1 GLOBO

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