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ago 05

GETÚLIO TEVE CORAGEM PARA MUDAR DE PERFIL VÁRIAS VEZES, MAS NÃO PARA ENTRAR NUMA BRIGA DE ÁRABE COM JUDEU

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Getúlio Vargas

Ernane Galvêas, economista, capixaba de Cachoeiro de Itapemerim, ex-ministro da Fazenda no governo Figueiredo, atualmente conselheiro do presidente da CNC Antônio de Oliveira Santos, cultiva histórias que engrandecem o gênio da brasilidade.
A propósito do massacre na Faixa de Gaza, e o contraste que a generosa índole do povo brasileiro com a harmoniosa e pacífica convivência de árabes e judeus em nossa terra, Galvêas conta uma história deliciosa.
No seu último governo, de 51 a 54, Getúlio Vargas tinha como ministro da Fazenda um descendente de judeus, o banqueiro Horácio Lafer. O presidente do Banco do Brasil era um descendente de árabes, Ricardo Jaffet. Os dois viviam às turras.
Oswaldo Aranha, que como ministro das Relações Exteriores dera o voto de desempate na ONU para a criação do Estado de Israel, e que mais tarde ocupou a Fazenda, um belo dia, quando Lafer ainda era ministro,foi ao Palácio do Catete para reclamar com Getúlio:
– Presidente, o Lafer e o Jaffet não o se entendem, vivem brigando, é isso é muito rum para o governo!
Vargas, com aquela pachorra de sempre, abre um sorriso malicioso, e responde:
– Deixa pra lá. Se a raça deles está brigando há uns 4 mil anos, quem sou eu para conciliar os dois agora…

Fonte: Carta Polis

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