MOVIMENTOS CONTRA ARRUDA SÃO SOFISTICADOS E ENVOLVEM PODERES FORA DA ÓRBITA DE AGNELO

ARRUDA-11-07-14

A depender da conclusão do processo contra José Roberto Arruda, centenas de outros candidatos às eleições no país estarão na beira de serem penalizados com a aplicação da lei da ficha limpa, que estava até aqui sem uma interpretação prática.
Os advogados de lado a lado travam sua batalha em torno da eficácia da lei da ficha limpa, ainda não comprovado numa campanha eleitoral, no sentido de restringir a capacidade de se eleger de alguém que já obteve registro de sua candidatura na Justiça Eleitoral.
Se os advogados de José Roberto Arruda tiverem êxito na empreitada – invocando o artigo 22 da referida lei – poderão mais uma vez comprovar que no país existem leis que pegam e outras que não.
Ao contrário, o Ministério Público Eleitoral batalha para obter sucesso em suas alegações que pretendem tornar Arruda inelegível, ou se eleito impedido de se empossar, ou se empossado inábil para governar.
É uma diretriz que demonstra inexperiência com a nova lei, pois os procuradores do Ministério Público Eleitoral estão invocando outro artigo de raro uso, senão inédito.
O procedimento em relação a Arruda, mistura jurídico e o político,na medida em que as forças contrárias ao candidato aguçam sua indisposição com o candidato.Coloquem-se aí o Palácio do Planalto e setores influentes do Judiciário federal e distrital.
O maior adversário político de Arruda nas eleições para governador, Agnelo Queiroz, como também o PT, não são os agentes principais da cerrada onda político-jurídica conta o candidato do PR que lidera amplamente as pesquisas.
O assunto Arruda está sendo operacionalizado numa instância maior, uma vez que o atual governador mostra-se muito desgastado para ter o comando dessas complexas operações de poder que congregam motivações federais e locais.

Fonte: Carta Polis

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