O DIA EM QUE JÂNIO SENTOU-SE NUM BAR, BEBEU E DISSE QUE TINHA SIDO PRESIDENTE E NINGUÉM ACREDITOU

SWING1Jânio Quadros voltou recentemente ao noticiário na campanha eleitoral como sinônimo de presidente que confrontou o Congresso Nacional,e por isto caiu. Sem forças e apoio teve que renunciar.
Muitas histórias ainda se contarão a respeito de Jânio, meio gênio, meio louco,mas sem dúvida um dos políticos mais populares que o país já teve. Acrescente-se a ele uma boa carga de sagacidade e esperteza também.
Hélio Bloch, genial marqueteiro politico, jornalista e diretor do departamento político da MPM Propaganda nos anos 8O, já falecido, era imitador inveterado de Jânio (como de José Maria Alckmin). Fazia ambas com perfeição.
Sobre Jânio, a quem conhecia intimamente, Helinho Bloch contava uma historieta que tinha a ver com o gosto do ex-presidente pela bebida – do malte escocês à pinga.
– “Um dia – pressagiava Helinho – um freguês de um botequim da Vila Maria, subúrbio de São Paulo, daqueles verdadeiros pés-sujos,encontrou um senhor sentado sozinho numa mesa,diante de um copinho de pinga, com cabelos desgrenhados e vestido com um terno poído, cheio de caspa, e visivelmente embriagado, dizendo em palavras rotas ao desconhecido:
-”Um dia eu fui presidente da República”.
Ninguém acreditou.
A cena não existiu porque Jânio da Silva Quadros morreu antes.

Fonte: Carta Polis

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